quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Caminhar e relembrar

Quando eu estava na licenciatura de matemática tinha uma amiga que dizia saber quando eu estava chegando pela batida do salto do sapato nos corredores da FURG. Hoje ao caminhar pelos corredores da UA e ouvir meus passos ecoarem na universidade semi-vazia pelos exames me fez lembrar aquele tempo.

Existem alguns fatos na vida que nunca mais serão repetidos e jamais esquecidos. Como era divertido, lá por meados de 1999, entrar no bar da universidade no intervalo da tarde, sentar em uma mesa estrategicamente posicionada para a porta, ficar olhando todos entrarem, esperar por uma ou outra pessoa específica.  Esperar a Mari, Luiz, Daniel e Rogerinho chegarem das aulas e o primeiro reconhecimento da Mari no bar enquanto ficavamos debochando do cabelo do Daniel.

Voltar para o pavilhão 2 ter aulas até as 17:10 e esperar com a Isabel e Michele uma aula de optativas depois das 19 com um prato de batatas fritas e um monte de maionese.  Ou então outros dias esperando meu amigos dos óculos entrar para trocarmos meia dúzia de palavras aleatórias e muitas risadas. 
 
Tudo isso no mesmo bar
 
Sem aquele bar a Furg perdeu um tanto de encanto e muitas histórias do tempo que a cerveja era livre ficam para ser contadas.
 
Caminhando e ouvindo meus passos ainda pude ver como cresci no profissional e pessoal (na circunferência do quadril também eu sei) nesses anos todos. Um passo de cada vez, um degrau por vez, a dona Nahla sempre disse quando lia a borra do café que minha escada era grande, e é verdade. Torço que minha escada nunca chegue ao fim, que cada vez tenha mais um degrau para ser alcançado, mas que em alguns momentos ela tenha platôs para um descanso.

Da próxima vez que ouvir meus passos ecoarem em algum lugar, vou tentar buscar nesse imenso banco de dados que é minha mente algum outro momento para rir sozinha por aí com cara de boba. 
 
Coisa boa ser boba e ser feliz, mais bobo é quem me diz!

3 comentários:

.raven. disse...

Adoro essas lembranças que nos fazem rir sozinhas... Meu caso não eram saltos, mas os anos que resolvi andar com aqueles penduricalhos japas na mochila, os sininhos avisavam a todos que eu estava chegando...E também falavam do meu cheiro de baunilha... hahahahaha

Essas lembranças bobas de coisas bobas nos fazem felizes, neh?

Vivo com esses risinhos de lembranças no rosto. Acho que isso nos torna diferentes de quem anda sempre com cara fechada, será que essas pessoas não têm esses momentos ou elas preferem se prender no que deixa a "cara feia"?

Ai ai... tão bom o clima de aprendiz, neh?

Saudade de vc!!!

.Kel. disse...

Pois é Má... isso foram recordações de eras maias remotas... Qualquer dia escrevo sobre lagartiar no sol no deck do CC...

Lembro muito bem da tua mochila cheia de penduricálios, bom d+

Era tu e a Jú que avisavam que estavam chegando hehehe Beijosss saudaddes

patiana disse...

eu tb fico com o risinho de lembrança no rosto. muito muito bom.

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