sexta-feira, janeiro 04, 2008

Protetor solar

Depois de escutar na TV que o indice de UV-B em uma escala de 0 a 16 amanhã estará em 14 aqui na região resolvi colocar aqui um email que recebi falando do protetor solar.. bem interessante.

Egípcios e gregos tinham curiosas maneiras de filtrar os raios do sol


Queimaduras na pele dos soldados na Segunda Guerra inspiraram a criação do filtro
A necessidade de se proteger do sol cresceu tanto a ponto de esquecermos que o "vilão" de agora já reinou imponente. Civilizações antigas, como a egípcia, a grega e a romana, cultuavam a estrela como uma divindade e os médicos recomendavam a exposição à luz solar para evitar doenças. Ainda assim, o cuidado com a pele já existia, pois o sol em excesso, é claro, sempre fez mal. Os egípcios, por exemplo, tinham uma lista de ancestrais do protetor solar: os registros mais antigos sobre filtros, feitos de mamona, são atribuídos a eles, em 7800 a.C. O "kit egípcio" de cuidados com a pele incluía também extrato de magnólia, para bloquear a incidência dos raios, e jasmim e óleo de amêndoa para hidratar a pele e o cabelo. Já na Grécia, em 400 a.C., durante os Jogos Olímpicos, os atletas competiam nus em algumas modalidades e, para se proteger do sol, usavam uma mistura de óleo de oliva e areia sobre o corpo.Mas a ligação entre pele bronzeada e beleza veio somente depois de 1930, especialmente na França, país natal da estilista Coco Chanel, uma grande entusiasta do bronzeamento. Dois anos antes, surgiram nos Estados Unidos os primeiros registros de protetores feitos em escala comercial. A Austrália também se destacaria no mercado por lançar outra fórmula de filtro. No entanto, o primeiro protetor realmente eficaz foi desenvolvido pelo farmacêutico americano Benjamin Greene, em 1944, após ele ver as queimaduras na pele dos soldados que voltavam da Segunda Guerra. Era uma composição à base de petróleo, de cor vermelha e um tanto viscosa. A marca foi batizada de Coppertone e tinha essência de jasmim. Na década de 1960, quando os protetores industrializados eram pouco conhecidos e a exposição em excesso à luz solar não representava tanto perigo como hoje, os banhistas só pensavam no assunto quando a pele começava a arder. Para aliviar a dor, recorriam às formas mais criativas: aqui no Brasil, muita gente chegou a usar vinagre na pele.
Segunda pele
Filtros solares" de antigamente funcionavam como uma carapaça, mas não davam proteção "
Em 1938, após se queimar escalando os Alpes, o estudante suíço de Química Franz Greiter desenvolveu um eficaz filtro solar para a época. Testes realizados posteriormente indicaram que o protetor de Greiter tinha fator de proteção solar 2. Hoje, o FPS é determinado de acordo com a presença de dióxido de titânio e óxido de zinco na fórmula. Mas nem sempre essas substâncias estiveram presentes nos filtros. A principal característica do desenvolvimento dos protetores atuais é a proteção bioquímica contida nelas, que combate a ação dos raios ultravioletas na pele.
"A grande diferença é que no passado a proteção ficava por conta de elementos físicos, que serviam como uma roupa grudada na pele", explica a médica dermatologista Roberta Schapira. "Há algumas décadas as mães costumavam passar Hipoglós na pele das crianças como protetor e isso funcionava apenas como bloqueio físico."
Fred Linardi
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